BLOG
Juventude, trabalho, emprego e por aí vai.
No segundo semestre de 2013, o Boletim Mercado de Trabalho, que é produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada – Ipea, publicou três trabalhos sobre juventude.
O primeiro artigo é Juventude e Trabalho: uma contribuição para o diálogo com as políticas públicas e foi elaborado pela Ana Laura Lobato e pela Valéria Viana Labrea, que fazem parte do Núcleo de Pesquisas do Participatório, um observatório participativo da juventude.
O segundo foi escrito pela Laís Abramo, diretora do Escritório da Organização Internacional do Trabalho no Brasil e se chama: Trabalho Decente e Juventude no Brasil: a construção de uma agenda.
Já o terceiro é do Diretor de Políticas de Juventude do Ministério do Trabalho e Emprego, Josbertini Virgínio, e seu título é Aprendizagem Profissional: a lei que promove trabalho decente para a juventude e desenvolvimento econômico e social para o Brasil.
Se você quiser conferir os trabalhos na íntegra, é só clicar nos links que estão na sequência, mas a gente já te adianta do que se trata cada um deles.
Juventude e Trabalho: uma contribuição para o diálogo com as políticas públicas
A ideia deste artigo é fazer uma reflexão sobre a relação entre a juventude brasileira e o mundo do trabalho, principalmente no que diz respeito à desigualdade social. Além disso, ele fala sobre como as políticas públicas de juventude podem ajudar na inclusão e na ampliação de direitos dos jovens.
Para falar sobre esses assuntos, a Ana Laura Lobato e a Valéria Viana Labrea usaram dados do Censo Demográfico 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que oferecem pistas importantes para entender melhor o ciclo de políticas sociais que são colocadas em prática no Brasil hoje em dia.
Trabalho Decente e Juventude no Brasil: a construção de uma agenda
Este artigo fala sobre a construção da Agenda Nacional de Trabalho Decente para a Juventude, que começou em junho de 2003, quando foi assinado com o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Juan Somavia, um Memorando de Entendimento com o objetivo de construir no Brasil uma agenda nacional de trabalho decente. Três anos depois, durante a XVI Reunião Regional Americana da OIT foi lançada pelo ministro do Trabalho e Emprego a Agenda Nacional do Trabalho Decente (ANTD) do Brasil, criada por um grupo de trabalho interministerial.
A ANTD tem três prioridades: I) geração de mais e melhores empregos com igualdade de oportunidades e tratamento; II) erradicação do trabalho escravo e do trabalho infantil, em especial nas suas piores formas; e III) fortalecimento do tripartismo e do diálogo social como instrumento de governabilidade democrática.
Já este artigo faz uma análise do conceito da aprendizagem profissional e da sua relação com o trabalho decente para a juventude, além de falar também sobre o Plano Nacional da Aprendizagem Profissional (PNAP). Pelo texto, ainda é preciso avançar muito quando o assunto é política pública de juventude no Brasil, principalmente no que diz respeito à entrada dos jovens no mundo do trabalho e a primeira experiência profissional deles.
Reforçar as articulações nessa área e o pacto para a aplicação da lei da aprendizagem, como por exemplo, o PNAP, vai aumentar o número de aprendizes do Brasil para chegar ao primeiro milhão de jovens beneficiados com o cumprimento da cota por parte das empresas e organizações.