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3ª Conferência Mundial de Juventude. Day 2. O que rolou?

Que comecem as discussões! Depois de um longo dia para a cerimônia de abertura com uma longa viagem de ida e de volta, chegou a hora de por a mão na massa na Conferência Mundial de Juventude. Todo mundo construindo, vencendo o desafio de falar línguas diferentes.

O início das atividades foi marcado pelo lançamento do selo comemorativo do evento e, em seguida, as delegações seguiram para a grande plenária onde teve uma palestra sobre o resultado conquistado com as Metas do Milênio até agora. Depois disso, todos foram para os comitês de trabalho.

Gabriel Azevedo preferiu participar das discussões sobre governança e responsabilização. Até porque, ele também está representando gestores de 27 unidades federativas brasileiras.

Responsabilização é a tradução livre em português para Accountability, um termo da língua inglesa que tem relação com a obrigação de membros de um órgão administrativo ou representativo de prestar contas a instâncias controladoras ou aos seus representados.

Accountability pode ser traduzida também para o português como “prestar contas”. Ou seja, quem desempenha funções de destaque dentro da sociedade deve explicar regularmente o que anda a fazendo, como faz, por que faz, quanto gasta e o que vai fazer a seguir.

Então, não se trata só de prestar contas em termos quantitativos, mas de auto avaliar a obra feita, de mostrar as conquistas e de justificar as falhas.

Uma característica comum nas políticas públicas de juventude NO MUNDO INTEIRO é a dificuldade de medir o impacto das ações realizadas. Muitas vezes, existem boas intenções. Mas, todo mundo conhece o lugar que está cheio de boas intenções. Por isso mesmo, é preciso medir resultados para conseguir uma prestação de contas completa e de qualidade.

Nesse sentido, Minas Gerais tem muito a contribuir. Nenhum outro lugar no Brasil tem um indicador como o IVJ – Índice de Vulnerabilidade Juvenil. Por isso mesmo, Gabriel aproveitou a oportunidade para apresentar o modelo para vários países. A recepção foi incrível.

Aliás, o Observatório da Juventude foi apontado no grupo como modelo de interface de gestão pública a ser seguido. A discussão ao longo do dia somou ideias à carta que será publicada no sábado.

A delegação brasileira se reuniu também. Dois integrantes da Secretaria Nacional de Juventude – SNJ (um gestor estadual, dois delegados da sociedade civil e brasileiros que vivem no Sri Lanka) estiveram juntos por um longo período amarrando argumentos para serem incluídos no documento e estratégias que tornassem tudo isso viável.

Foram muitas discussões e também muitos eventos paralelos rolando ao lado da Conferência. No fim da tarde, as delegações oficiais se encontram para falar sobre os resultados. O processo é cansativo e demorado. Estamos falando de muitas nações diferentes e o consenso é fundamental. Vejamos o que o próximo dia reserva.

* Informações enviadas por Gabriel Azevedo, direto de Colombo, no Sri Lanka.

No centro da foto, Gabriel Azevedo. Ao seu lado, os delegados brasileiros oficiais da Conferência, Diego e Débora, além de outros participantes do encontro.